A Aston Martin apresentou o Valhalla Spider, seu primeiro supercarro de produção com motor central e cockpit aberto. Com sistema híbrido plug-in de 1.079 cv, V8 biturbo de 4,0 litros, três motores elétricos, aerodinâmica ativa e velocidade máxima de 350 km/h, o modelo leva a proposta extrema do Valhalla para uma experiência ainda mais radical.
Aston Martin Valhalla Spider: o supercarro de 1.079 cv que chega a 350 km/h com o teto aberto
Aston Martin Valhalla Spider é a nova interpretação de um dos projetos mais extremos da marca britânica. E existe um detalhe que o torna ainda mais impressionante: mesmo sem teto, ele é capaz de atingir 350 km/h.
Apresentado em outubro de 2026, o Valhalla Spider é o primeiro supercarro de produção da Aston Martin com motor central e cockpit aberto. A receita combina um V8 biturbo de 4,0 litros, três motores elétricos e uma extensa lista de tecnologias desenvolvidas para transformar o carro em uma máquina capaz de andar tanto na rua quanto na pista.
O resultado são 1.079 cv, 1.100 Nm de torque e uma velocidade máxima de 350 km/h.
E isso é apenas o começo.
1.079 cv vindos de um V8 e três motores elétricos
No coração do Valhalla Spider está um sistema híbrido plug-in que combina um motor a combustão especialmente desenvolvido para o modelo com três motores elétricos.
O protagonista é um V8 4.0 biturbo de virabrequim plano, capaz de entregar sozinho 828 cv.
A Aston Martin adicionou ainda três motores elétricos que fornecem outros 251 cv, elevando a potência combinada para impressionantes 1.079 cv.
O sistema também produz 1.100 Nm de torque.
Dois motores elétricos estão instalados no eixo dianteiro, enquanto o terceiro fica integrado à transmissão de dupla embreagem de oito marchas e atua no eixo traseiro.
Essa configuração permite controlar individualmente a entrega de torque nas rodas dianteiras e trabalhar em conjunto com o sistema de gerenciamento dinâmico do veículo.
O resultado é um sistema de tração extremamente sofisticado, pensado não apenas para acelerar forte, mas também para melhorar a estabilidade e o comportamento em curvas.
350 km/h sem precisar de teto
É aqui que o Valhalla Spider começa a se diferenciar de outros supercarros conversíveis.
Normalmente, retirar o teto de um carro de altíssimo desempenho significa lidar com compromissos estruturais e aerodinâmicos.
A Aston Martin, porém, desenvolveu o Spider para preservar boa parte da capacidade dinâmica do Valhalla Coupé.
A velocidade máxima chega a 350 km/h, e o carro pode atingir essa velocidade com ou sem o teto instalado.
Com o teto de tecido instalado, a velocidade é limitada a 200 km/h.
Já o teto rígido opcional de fibra de carbono permite utilizar toda a velocidade máxima do carro.
E, com o teto removido, o Valhalla Spider continua podendo chegar aos 350 km/h.
Isso faz dele o Aston Martin de cockpit aberto mais rápido já produzido.
O teto pode desaparecer — mas a aerodinâmica continua trabalhando
Um dos maiores desafios de transformar um supercarro em conversível é manter seu comportamento aerodinâmico.
Por isso, a Aston Martin recalibrou diversos sistemas do Valhalla Spider.
O carro utiliza aerodinâmica ativa, capaz de alterar continuamente o comportamento das superfícies aerodinâmicas para equilibrar downforce, estabilidade e resistência ao ar.
Em configuração de pista, o Valhalla Spider consegue gerar mais de 600 kg de downforce a 240 km/h.
Além disso, os sistemas eletrônicos reconhecem as diferenças entre dirigir com o teto instalado ou removido e ajustam o comportamento do carro de acordo com a situação.
Ou seja: retirar o teto não significa simplesmente perder uma parte da carroceria.
Todo o conjunto foi desenvolvido para continuar funcionando de maneira equilibrada mesmo com o cockpit aberto.
Uma solução curiosa para o ar
Com o teto removido, surge outro problema: o fluxo de ar dentro do cockpit.
Para resolver isso, a Aston Martin criou um defletor de vento específico para o Valhalla Spider.
A peça direciona o fluxo de ar que passa pelo para-brisa para melhorar o conforto dos ocupantes sem comprometer a alimentação de ar do sistema de admissão.
O snorkel localizado atrás do cockpit também foi redesenhado e ficou 35 mm mais alto na versão Spider.
Quando o teto está instalado, o defletor pode ser dobrado em três partes e armazenado em compartimentos laterais de 15 litros.
São detalhes que mostram o nível de engenharia necessário para transformar um supercarro de motor central em um modelo aberto sem simplesmente sacrificar suas características dinâmicas.
Tecnologia inspirada na Fórmula 1
O desenvolvimento do Valhalla Spider também contou com a Aston Martin Performance Technologies, braço de consultoria da Aston Martin associado à equipe de Fórmula 1 da marca.
A influência da competição aparece principalmente na estrutura e no desenvolvimento aerodinâmico.
O carro utiliza uma estrutura de fibra de carbono desenvolvida especificamente para o Valhalla.
Sua construção combina processos de Resin Transfer Moulding (RTM) com tecnologia de autoclave derivada da Fórmula 1.
O objetivo é criar uma célula extremamente rígida e resistente sem adicionar peso desnecessário.
O resultado é uma plataforma adequada para lidar com os enormes níveis de desempenho produzidos pelo conjunto híbrido.
E as famosas portas da Aston Martin continuam aqui
Apesar de toda a tecnologia, o Valhalla Spider não abandonou o lado teatral que sempre fez parte da identidade da Aston Martin.
O modelo mantém as famosas portas diédricas de fibra de carbono, agora com mecanismos revisados para proporcionar uma operação mais suave.
A parte superior dos vidros também foi redesenhada para facilitar a entrada e saída dos ocupantes quando o teto está instalado.
No interior, o Spider recebe de série um novo banco de fibra de carbono chamado Touring Seat, pensado para oferecer maior conforto.
Para quem prefere uma configuração mais voltada à condução esportiva, o banco de fibra de carbono utilizado no Valhalla Coupé pode ser mantido sem custo adicional.
Um supercarro para a rua e para a pista
Apesar de possuir números que poderiam facilmente colocá-lo em uma conversa sobre hipercarros, a Aston Martin não criou o Valhalla Spider exclusivamente para circuitos.
A proposta é justamente combinar dois mundos.
Na estrada, o motorista pode utilizar diferentes modos de condução para adaptar o comportamento do carro.
Na pista, o Race Mode libera uma configuração mais agressiva e explora o potencial da aerodinâmica ativa, do sistema híbrido e do controle dinâmico.
A Aston Martin também utiliza seu sistema Integrated Vehicle Dynamics Control, que coordena suspensão, direção, frenagem, aerodinâmica e conjunto motriz em tempo real.
Tudo isso para fazer com que um carro de mais de mil cavalos não seja apenas rápido em linha reta, mas também previsível e controlável quando levado ao limite.
Quando o Aston Martin Valhalla Spider chega?
A produção do Valhalla Spider está prevista para começar com entregas aos clientes no terceiro trimestre de 2027.
A Aston Martin apresentou o modelo oficialmente em outubro de 2026 e programou sua estreia pública global para o Concours at Wynn Las Vegas.
O Valhalla Spider representa mais um passo importante para a Aston Martin em direção aos supercarros híbridos de motor central.
E talvez a característica que melhor resuma o projeto seja justamente aquela que parece mais absurda:
um Aston Martin conversível de 1.079 cv capaz de chegar a 350 km/h sem precisar colocar o teto.
Isso não é apenas um Valhalla sem teto.
É uma nova forma de experimentar o supercarro da Aston Martin.
Fonte oficial
Aston Martin Media — Aston Martin Valhalla Spider: the ultimate open-top supercar.

